Dia 21 desse mês começaram as minhas aulas de alemão.
As aulas são à noite, 2x por semana
Estou estudando todos os dias em casa pra ver se pego o ritmo da turma, que é muito mais forte do que eu e já fala beeeemm melhor!! Aliás, eles falam mesmo, eu só engano :P
Achei que estaria bem na turma, porque já tive umas aulinhas no Brasil, também já estou há uns meses aqui me virando com o alemão que aprendi no dia-a-dia... Mas que nada :( A turma que eu escolhi é bem à frente do que eu sei, não tive nenhuma aula de gramática e falta muito vocabulário. Eu só sei conjugar verbo regular no presente e olhe lá, quando sei que alguma palavra é verbo heheh A galera já sabe falar no presente, no pretérito, sabe tirar dúvida e conversar com os outros em alemão.
Eu mal falei alguma coisa de tão aterrorizada que fiquei. Sem contar o desespero de olhar pra todo mundo entendendo pelo menos 50% do que a professora falava e eu com aquela cara de assustada. Se eu entendi 10% da aula foi muito, foi porque eu consegui ler postura corporal tbm :P
Nos exercícios durante a aula, eu errei todos e ainda tive que colar do vizinho, porque chegou a minha vez e eu não fazia a mínima ideia do que responder.
E quando eu tive que responder espontaneamente (ela apontava pra cada aluno, fazia uma pergunta - relativamente simples - referente à materia e o aluno tinha que responder na hora, sem ficar consultando) foi o gelo. Olhei para um lado, olhei para o outro, fingi que não era comigo e quando olhei pra professora fiz uma cara de "óh, é comigo?" e coloquei as pontas dos dedos na altura do peito, como se fosse uma surpresa. "Ja, Frau Suga" ela falou, aí não dava pra ter dúvida (eu não tinha, mas fingi que tinha, pra ganhar tempo), porque eu não tinha entendido a pergunta.
Na verdade o que eu tinha entendido da pergunta era o que eu "carregava, levava, usava" numa "soma". A primeira coisa que eu pensei foi CALCULADORA.
Por sorte, alguém soprou pra mim uma resposta qualquer "shorts". E então eu percebi que entendi errado a pergunta e acabei falando certo, graças à alma caridosa que soltou uma palavrinha que me fez sacar tudo hehehe
Mas caramba, como é que eu pude confundir isso?
Como eu já havia falado, eu entendi o verbo certo (tragen), mas a segunda palavra não era "soma" (Summer, em alemão - pronuncia-se zúma), mas sim "verão" (Sommer, em alemão - pronuncia-se zôma). Certamente não entendi direito porque eu nunca tinha visto essa palavra ainda e associei com o que eu já conhecia :(
OBS: o que o verbo tragen pode significar:
1. carregar
2. vestir
3. usar
4. suportar
5. conter
6. produzir
7. mostrar
Ainda tem mais 16 definições, mas essas são as mais comuns de se associar a esta palavra.
Was tragen Sie in Sommer?
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
sábado, 8 de janeiro de 2011
A Saga dos correios - parte 4
Parte 4.
Hoje o Rudi foi pra Feldberg numa estação de esqui e snowboard, eu até pensei em ir junto, mas desisti.
Dali a 40min que ele saiu de casa pra viajar, eis que o carteiro bateu aqui pra me entrar o pacote.
Ainda bem que eu não saí de casa.
Pacote em mãos, missão cumprida.
Fim da história.
Hoje o Rudi foi pra Feldberg numa estação de esqui e snowboard, eu até pensei em ir junto, mas desisti.
Dali a 40min que ele saiu de casa pra viajar, eis que o carteiro bateu aqui pra me entrar o pacote.
Ainda bem que eu não saí de casa.
Pacote em mãos, missão cumprida.
Fim da história.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
A saga dos Correios - Parte 3
Parte 3.
Cheguei em casa, o Rudi não tinha ido trabalhar, estava de licença médica.
Contei o que aconteceu, ou pelo menos o que consegui falar, pois estava muito nervosa.
Ele telefonou nos correios de Deisslingen e tentou falar com um cara lá, em inglês. Conseguiu descobrir o valor aproximado da taxa e tentou negociar como pagar, como receber o pacote, etc. Pelo menos acho que foi assim, isso eu não lembro direito, porque eu estava aos prantos de nervosismo.
Mas ao final desse dia, recebi por e-mail o valor da conta e ele disse que depois que eu pagasse no banco a taxa, receberia em casa o pacote.
Passado o Reveillon, o Rudi fez o pagamento da taxa e agora só estou esperando algum e-mail de retorno dele, do cara que nos atendeu em inglês e receber o pacote em casa. Pelo menos foi isso que eu entendi.
Se eu tiver que voltar pra Deisslingen, Trossingen, ou o raio que o parta, eu não sei o que vou fazer. Vou virar o Michael Douglas em Um dia de Fúria (Falling Down, 1993).
Cheguei em casa, o Rudi não tinha ido trabalhar, estava de licença médica.
Contei o que aconteceu, ou pelo menos o que consegui falar, pois estava muito nervosa.
Ele telefonou nos correios de Deisslingen e tentou falar com um cara lá, em inglês. Conseguiu descobrir o valor aproximado da taxa e tentou negociar como pagar, como receber o pacote, etc. Pelo menos acho que foi assim, isso eu não lembro direito, porque eu estava aos prantos de nervosismo.
Mas ao final desse dia, recebi por e-mail o valor da conta e ele disse que depois que eu pagasse no banco a taxa, receberia em casa o pacote.
Passado o Reveillon, o Rudi fez o pagamento da taxa e agora só estou esperando algum e-mail de retorno dele, do cara que nos atendeu em inglês e receber o pacote em casa. Pelo menos foi isso que eu entendi.
Se eu tiver que voltar pra Deisslingen, Trossingen, ou o raio que o parta, eu não sei o que vou fazer. Vou virar o Michael Douglas em Um dia de Fúria (Falling Down, 1993).
A saga dos Correios - Parte 2
Parte 2.
No dia seguinte foi a mesma coisa, passei o dia todo fora e nada de achar a porcaria do endereço do correio.
Isso que eu tenho GPS, Google maps e tudo mais disponível no celular e mesmo assim, foi impossível achar a localização.
Eis que chegou a data limite do pacote nos correios e eu tinha que achar a todo custoo lugar para buscar meu pacote, pois estava com medo que devolvessem a minha encomenda. Falei para o Rudi que não achava o lugar e ele achou uma outra localização pra mim e essa parecia mais condizente do que as anteriores. Então decidi, já sei pra onde vou.
Tudo foi uma aventura, desde pegar trem pra sair da cidade até voltar pra casa. Pegar trem foi complicado, eu não sabia comprar o bilhete na máquina automática, fui tentar comprar na bilheteria e a mulher brigou comigo, mas foi me ensinar a comprar, pra eu não voltar mais la na bilheteria pra comprar passagens de baixo valor, só aceitam pagamento para viagens de longa distância. Depois a estação que eu desci a maioria das pessoas faz baldeação, e aí fui no embalo das pessoas e fiz tbm, afinal, olhei pra um lado, olhei pro outro, não vi nada, então entrei em outro trem e fui embora dali. Quando cheguei na próxima estação, era o destino final e fui obrigada a descer e vi que tinha q ter ficado na estação anterior mesmo. Peguei o trem de volta, parei na estação certa. Ou achava que era certa.
De novo, olhei pra um lado, olhei para o outro. Por onde desce? Como eu saio da plataforma? Não vi nenhuma escada para passar por baixo dos trilhos. Andei mais um pouco pra lá, não tinha nada. Quando andei um pro outro lado vi um menino correndo, atravessando nos trilhos e veio em minha direção e pensei "que menino maluco, atravessando sobre os trilhos, que perigo". Comecei a andar na direção dele e ele logo tomou o trem que havia acabado de chegar. Ele foi embora e cheguei perto de onde ele tinha atravessado. Para a minha surpresa, era assim mesmo que tinha q atravessar para sair da plataforma. Passei correndo pelos trilhos, na frente do trem, o maquinista me olhando. Vi que tinha um jeito de sair dali porque o carro que havia deixado o menino estava passando bem ao lado dos trilhos, então, deve ter uma rua ali, ou pelo menos um caminho. E assim fui andando, procurando o nome da rua.
Já acionei o GPS, to bem pertinho da rua, mais algumas quadras e eu acho o lugar e pronto.
Andei, andei, andei até pelas ruas paralelas, pelas transversais, por todas as ruas daquele bairro, deu pra entender? todas as 10 ruas? todas as 10 quadras? E nada de achar o correio? Melhor voltar pra casa. Tinha um trem saindo dali 20min que ia pra Villingen, vou pegar esse. Parada, no meio do nada. No meio de muito frio. A única diversão foi ver uma maria fumaça passando e as crianças botavam a cabeça para fora, me acenando e falando "Hallo!". Acenei em retribuição, sorri e foi só. Foram 5 segundos de alegria e esquecimento do frio. Depois disso, só frio, muito frio, mau humor e algo entalado na garganta.
Pela primeira vez eu desejei ir embora da Alemanha. Pela primeira vez eu senti raiva daqui.
Eu estava com o choro entalado na garganta, mas não conseguia chorar, porque sentia muita raiva. Raiva da Alemanha, por ser tão difícil resolver as coisas; arrependimento, por ter comprado a maquina que foi taxada e por isso foi parar em algum lugar que até hoje não achei. Mas não dava. O que imperava era o frio.
Vocês podem achar um exagero eu falar de tanto frio, mas eu nunca passei tanto frio na minha vida. Você consegue pensar em tudo que vc faz ou fez de errado na sua vida pra pensar que merece ou não passar por isso. Vc faz um balanço de tudo e quer tentar resolver tudo ali, na hora, quer se redimir para sair dessa. Mas não tem jeito. O frio é uma desgraça.
Dessa vez eu levei um par me meias extras, para o caso do pé ficar molhado. Mas o problema maior era a bota, estava encharcada. Eu troquei as meias na estação de trem, não era nem meio dia ainda. E calcei as botas molhadas, que só faltavam fazer aquele barulho de água, mas não faziam, porque virou gelo. O gelo grudava em volta da bota.
Tentei aquecer um pouco a ponta dos pés quando tirei o calçado, ajudou pouco, mas ajudou. Em meia hora a meia estava tão molhada quanto a anterior e eu desejei ter mais meias secas e um calçado seco também. Mas isso ficou só no desejo mesmo, porque eu ainda tinha um dia inteiro pela frente e o trem estava programado para passar 12h20.
Mas com a neve pra todos os lados, fazendo camadas de 60cm de altura de neve sobre os trilhos, vi alguns tratores limpando os trilhos por ali perto e imaginei se isso não causaria um pequeno atraso. Talvez 15min, 20min, que foi o tempo que eles ficaram ali? Não, foi mais, muito mais.O trem das 12h20 não passou. O trem das 13h10 não passou.
Foi passar o trem das 14h45. Claro que antes disso passaram outros trens, nos seus devidos horários ou com no máximo 10min de atraso. Mas o trem que ia pra Villingen, não passava.
Cheguei a atrapalhar um trem que ia pra Rotweill, perguntando pro maquinista se ia pra Villingen, sendo que eu já tinha visto no papel afixado na plataforma que não ia, mas perguntei mesmo assim, pois ele fazia sinal para eu entrar no trem, ficou só me esperando pra poder partir. Quando ele ouviu Villingen, ficou muito bravo, simplesmente falou q não, bateu a janelinha tipo vitrô, voltou pra direção e partiu com o trem. Eu me senti mal por tê-lo feito esperar mais uns 1 ou 2 minutos ali na estação.
Pode parecer pouco, mas pra manter o horários certos de passar em cada estação, isso significa muito. Pedi desculpas mentalmente, sentindo arrependimento e pensando em como não fazer isso de novo, em como não chamar atenção sem querer do maquinista.
Eu já tinha visto aquele mesmo maquinista pela segunda vez no dia quando ele veio me chamar. Até estava tentando fazer as contas se valeria a pena ir até Rotweill, sentido totalmente oposto e mais longe para comprar outro bilhete e de lá seguir pra Villingen, numa tentativa de ficar numa estação mais quente e com um pouco mais de infra-estrutura. Mas achei melhor não ir, não queria gastar dinheiro, não queria desperdiçar mais o meu tempo.
Chegando em Villingen, fui ao correio da cidade, tentar ver o que eu poderia fazer para pegar o meu pacote, ou pelo menos saber o valor da taxa, qualquer informação. Falei com o atendente que eu sabia que falava inglês, pois foi o mesmo que me atendeu quando fui enviar cartões de Natal para o Brasil. Ele telefonou lá para a agência onde estava o meu pacote, mas não conseguiu muita coisa. Mas providenciei o que precisava e ele tentou me explicar onde ficava o lugar. Disse para voltar a Deisslingen.
Eram 13h, nem voltei pra casa, a vontade era grande de trocar o calçado e as meias, mas não queria perder tempo. Fiquei por lá mesmo, na estação de trem, comi um sanduíche, que não era muito bom, mas também não era ruim. Pão integral, queijo, salami e pimentão. O pimentão não combinava, mas na altura do campeonato, valia qualquer coisa.
Comprei minha passagem de trem, o próximo trem era para às 15h. Se eu voltasse para casa, seria muito corrido, não ficaria mais que 10min e já teria que sair. Tentei me aquecer na lanchonete, mas meus pés estavam muito molhados e gelados. Depois que saí do lugar, para ver como estava o placar, se o trem estava no tempo certo ou se tinha algum atraso e quando voltei, não tinha mais lugar para ficar. Quando faltava 15min para o horário do trem, fui para a plataforma.
Lá era frio, porque é aberto. Começou a nevar e ficar um pouco mais frio. A neve logo parou. E nada do trem chegar.
Quando deu 16h comecei a fica apreensiva. Ele estava muito atrasado. Eu já tinha comprado a passagem. A passagem foi pro lixo. eu não sabia se dava pra pedir o reembolso ou não, mas já estava tão decepcionada, com tudo, comigo, com o atraso do trem, com a complicação em chegar ao correio, em pagar a taxa que eu não sabia quanto era, tudo ao mesmo tempo.
O trem demora pelo menos 30min para chegar à cidade, de Villingen a Deisslingen, mais as paradas. Eu demoraria pelo menos uns 30min para percorrer 3,5km em Deisslingen, da estação de trem até a nova localição que eu achei na internet. Nessa hora eu não consegui segurar o choro. A tensão foi ao limite e eu chorei, da plataforma de trem, no momento em que desisti de embarcar para Deisslingen, pois sabia que se embarcasse depois das 16h não chegaria a tempo do correio estar aberto, pois ele fechava às 17h.
E chorei o caminho todo à pé para casa. E chorei em casa, decepcionada comigo mesma, por não ter conseguido chegar à porcaria do correio e pegar meu pacote.
No dia seguinte foi a mesma coisa, passei o dia todo fora e nada de achar a porcaria do endereço do correio.
Isso que eu tenho GPS, Google maps e tudo mais disponível no celular e mesmo assim, foi impossível achar a localização.
Eis que chegou a data limite do pacote nos correios e eu tinha que achar a todo custoo lugar para buscar meu pacote, pois estava com medo que devolvessem a minha encomenda. Falei para o Rudi que não achava o lugar e ele achou uma outra localização pra mim e essa parecia mais condizente do que as anteriores. Então decidi, já sei pra onde vou.
Tudo foi uma aventura, desde pegar trem pra sair da cidade até voltar pra casa. Pegar trem foi complicado, eu não sabia comprar o bilhete na máquina automática, fui tentar comprar na bilheteria e a mulher brigou comigo, mas foi me ensinar a comprar, pra eu não voltar mais la na bilheteria pra comprar passagens de baixo valor, só aceitam pagamento para viagens de longa distância. Depois a estação que eu desci a maioria das pessoas faz baldeação, e aí fui no embalo das pessoas e fiz tbm, afinal, olhei pra um lado, olhei pro outro, não vi nada, então entrei em outro trem e fui embora dali. Quando cheguei na próxima estação, era o destino final e fui obrigada a descer e vi que tinha q ter ficado na estação anterior mesmo. Peguei o trem de volta, parei na estação certa. Ou achava que era certa.
De novo, olhei pra um lado, olhei para o outro. Por onde desce? Como eu saio da plataforma? Não vi nenhuma escada para passar por baixo dos trilhos. Andei mais um pouco pra lá, não tinha nada. Quando andei um pro outro lado vi um menino correndo, atravessando nos trilhos e veio em minha direção e pensei "que menino maluco, atravessando sobre os trilhos, que perigo". Comecei a andar na direção dele e ele logo tomou o trem que havia acabado de chegar. Ele foi embora e cheguei perto de onde ele tinha atravessado. Para a minha surpresa, era assim mesmo que tinha q atravessar para sair da plataforma. Passei correndo pelos trilhos, na frente do trem, o maquinista me olhando. Vi que tinha um jeito de sair dali porque o carro que havia deixado o menino estava passando bem ao lado dos trilhos, então, deve ter uma rua ali, ou pelo menos um caminho. E assim fui andando, procurando o nome da rua.
Já acionei o GPS, to bem pertinho da rua, mais algumas quadras e eu acho o lugar e pronto.
Andei, andei, andei até pelas ruas paralelas, pelas transversais, por todas as ruas daquele bairro, deu pra entender? todas as 10 ruas? todas as 10 quadras? E nada de achar o correio? Melhor voltar pra casa. Tinha um trem saindo dali 20min que ia pra Villingen, vou pegar esse. Parada, no meio do nada. No meio de muito frio. A única diversão foi ver uma maria fumaça passando e as crianças botavam a cabeça para fora, me acenando e falando "Hallo!". Acenei em retribuição, sorri e foi só. Foram 5 segundos de alegria e esquecimento do frio. Depois disso, só frio, muito frio, mau humor e algo entalado na garganta.
Pela primeira vez eu desejei ir embora da Alemanha. Pela primeira vez eu senti raiva daqui.
Eu estava com o choro entalado na garganta, mas não conseguia chorar, porque sentia muita raiva. Raiva da Alemanha, por ser tão difícil resolver as coisas; arrependimento, por ter comprado a maquina que foi taxada e por isso foi parar em algum lugar que até hoje não achei. Mas não dava. O que imperava era o frio.
Vocês podem achar um exagero eu falar de tanto frio, mas eu nunca passei tanto frio na minha vida. Você consegue pensar em tudo que vc faz ou fez de errado na sua vida pra pensar que merece ou não passar por isso. Vc faz um balanço de tudo e quer tentar resolver tudo ali, na hora, quer se redimir para sair dessa. Mas não tem jeito. O frio é uma desgraça.
Dessa vez eu levei um par me meias extras, para o caso do pé ficar molhado. Mas o problema maior era a bota, estava encharcada. Eu troquei as meias na estação de trem, não era nem meio dia ainda. E calcei as botas molhadas, que só faltavam fazer aquele barulho de água, mas não faziam, porque virou gelo. O gelo grudava em volta da bota.
Tentei aquecer um pouco a ponta dos pés quando tirei o calçado, ajudou pouco, mas ajudou. Em meia hora a meia estava tão molhada quanto a anterior e eu desejei ter mais meias secas e um calçado seco também. Mas isso ficou só no desejo mesmo, porque eu ainda tinha um dia inteiro pela frente e o trem estava programado para passar 12h20.
Mas com a neve pra todos os lados, fazendo camadas de 60cm de altura de neve sobre os trilhos, vi alguns tratores limpando os trilhos por ali perto e imaginei se isso não causaria um pequeno atraso. Talvez 15min, 20min, que foi o tempo que eles ficaram ali? Não, foi mais, muito mais.O trem das 12h20 não passou. O trem das 13h10 não passou.
Foi passar o trem das 14h45. Claro que antes disso passaram outros trens, nos seus devidos horários ou com no máximo 10min de atraso. Mas o trem que ia pra Villingen, não passava.
Cheguei a atrapalhar um trem que ia pra Rotweill, perguntando pro maquinista se ia pra Villingen, sendo que eu já tinha visto no papel afixado na plataforma que não ia, mas perguntei mesmo assim, pois ele fazia sinal para eu entrar no trem, ficou só me esperando pra poder partir. Quando ele ouviu Villingen, ficou muito bravo, simplesmente falou q não, bateu a janelinha tipo vitrô, voltou pra direção e partiu com o trem. Eu me senti mal por tê-lo feito esperar mais uns 1 ou 2 minutos ali na estação.
Pode parecer pouco, mas pra manter o horários certos de passar em cada estação, isso significa muito. Pedi desculpas mentalmente, sentindo arrependimento e pensando em como não fazer isso de novo, em como não chamar atenção sem querer do maquinista.
Eu já tinha visto aquele mesmo maquinista pela segunda vez no dia quando ele veio me chamar. Até estava tentando fazer as contas se valeria a pena ir até Rotweill, sentido totalmente oposto e mais longe para comprar outro bilhete e de lá seguir pra Villingen, numa tentativa de ficar numa estação mais quente e com um pouco mais de infra-estrutura. Mas achei melhor não ir, não queria gastar dinheiro, não queria desperdiçar mais o meu tempo.
Chegando em Villingen, fui ao correio da cidade, tentar ver o que eu poderia fazer para pegar o meu pacote, ou pelo menos saber o valor da taxa, qualquer informação. Falei com o atendente que eu sabia que falava inglês, pois foi o mesmo que me atendeu quando fui enviar cartões de Natal para o Brasil. Ele telefonou lá para a agência onde estava o meu pacote, mas não conseguiu muita coisa. Mas providenciei o que precisava e ele tentou me explicar onde ficava o lugar. Disse para voltar a Deisslingen.
Eram 13h, nem voltei pra casa, a vontade era grande de trocar o calçado e as meias, mas não queria perder tempo. Fiquei por lá mesmo, na estação de trem, comi um sanduíche, que não era muito bom, mas também não era ruim. Pão integral, queijo, salami e pimentão. O pimentão não combinava, mas na altura do campeonato, valia qualquer coisa.
Comprei minha passagem de trem, o próximo trem era para às 15h. Se eu voltasse para casa, seria muito corrido, não ficaria mais que 10min e já teria que sair. Tentei me aquecer na lanchonete, mas meus pés estavam muito molhados e gelados. Depois que saí do lugar, para ver como estava o placar, se o trem estava no tempo certo ou se tinha algum atraso e quando voltei, não tinha mais lugar para ficar. Quando faltava 15min para o horário do trem, fui para a plataforma.
Lá era frio, porque é aberto. Começou a nevar e ficar um pouco mais frio. A neve logo parou. E nada do trem chegar.
Quando deu 16h comecei a fica apreensiva. Ele estava muito atrasado. Eu já tinha comprado a passagem. A passagem foi pro lixo. eu não sabia se dava pra pedir o reembolso ou não, mas já estava tão decepcionada, com tudo, comigo, com o atraso do trem, com a complicação em chegar ao correio, em pagar a taxa que eu não sabia quanto era, tudo ao mesmo tempo.
O trem demora pelo menos 30min para chegar à cidade, de Villingen a Deisslingen, mais as paradas. Eu demoraria pelo menos uns 30min para percorrer 3,5km em Deisslingen, da estação de trem até a nova localição que eu achei na internet. Nessa hora eu não consegui segurar o choro. A tensão foi ao limite e eu chorei, da plataforma de trem, no momento em que desisti de embarcar para Deisslingen, pois sabia que se embarcasse depois das 16h não chegaria a tempo do correio estar aberto, pois ele fechava às 17h.
E chorei o caminho todo à pé para casa. E chorei em casa, decepcionada comigo mesma, por não ter conseguido chegar à porcaria do correio e pegar meu pacote.
A saga dos Correios - Parte 1
Parte 1.
Bem, eu comprei a Sizzix (maquininha para fazer insumos de scrapbooking e costura) em 18 de novembro e o negócio não chegou até hj, tá complicado. Primeiro que demoraram pra enviar, pq o produto ficou em falta (entrou na promoção e o negócio vendeu que nem água), segundo que chegou aqui 1 semana antes do natal, 1 dia antes de quando iria viajar a Portugal para passar o Natal.
Passado o Natal, voltei pra casa, peguei a notinha do correio e fui em busca do meu pacote. Mas advinha, não estava no correio da cidade, foi parar em outra cidade, a uns kilômetros daqui, peguei trem, andei mto mto mto e não achei o lugar. A cidade era cheia de ladeiras, muita neve, muito frio. Na verdade o centro da cidade era a 30min à pé da estação de trem, então andei um tanto até chegar ao centro. Vi algumas placas indicando alguns nomes que eu pensei ser distritos industriais, ou bairros, ou qualquer coisa do tipo. Coloquei no Google maps pra saber onde ficavam esses lugares, apontava quase 4km a pé por uma estrada mão dupla, sem calçada, nem acostamento e muita neve pelos cantos, ou seja, um caminho perigoso pra se ir a pé. Mas não havia ônibus pra lá, então pensei que fosse o endereço errado e não fui. Também já estava ficando tarde, lá pelas 17h ia escurecendo. Sabia que estaria fechado quando chegasse lá, até andar tudo aquilo, mas queria chegar mesmo assim, só pra saber como chegava, pra ir no dia seguinte sem ficar procurando muito.
Tentei ir um pouco, mas não deu. Coloquei novamente no GPS e ele me deu outra localização, pesquisei na internet e deu outra localização, no Google maps outra localização. No total tinha por enquanto 3 localizações diferentes, em todas eu tinha que andar de 3,5km a 12km (partindo da Bahnhof - estação de trem mais próxima).
Desisti e voltei pra estação que trem, que por sinal, era só uma plataforma no meio do nada e quando faltavam 5m pra chegar, passou o meu trem, o trem de volta pra casa. Olhei na tabela de horários, o próximo trem passa só daqui a 2h. Dali em diante, só de 2h em 2h. Ô cidade pequena. detesto cidade pequena, não tem muitos horários de transporte público. Olhei para o relógio: 18h05. Liguei para o Rudi avisando que iria pegar o próximo trem só às 20h, por falta de opção.
Fiquei os primeiros 40min lá parada, no frio, no sereno. Até tinha uma cabine de metal, que ajudava pouco e era escura. A única coisa que iluminava ali dentro era a máquina de comprar bilhetes de trem, que supostamente deveria funcionar, mas não funcionava.
Eu estava congelando de frio, tinha levado um suco de caixinha na mochila, caso passasse muito tempo fora de casa e realmente estava com sede. O suco estava muito gelado (temperatura ambiente -10 graus). Parecia que eu tomava algo da geladeira. Quase não consegui beber, até doía descer algo tão gelado, mas bebi tudo, 500ml de suco com chá de frutas vermelhas, que havia comprado no supermercado dias antes e estava aguada para experimentar. Pelo menos era bom.
A fome começou a bater, mas não tinha nada pra comer. Na verdade o frio imperava, então nem me incomodava tanto a fome. Não que eu percebesse, mas fui ficando cada vez mais mau humorada. Mas mau humor não mata ninguém. Frio sim.
Como tinha tempo de sobra, pensei em ficar em algum café, restaurante, ou coisa que o valha. Mas quem disse que tinha algo perto? O restaurante mais próximo era a 17min cronometrados da estação e estava fechado. Só abria em determinados dias da semana e infelizmente aquele não era um dia que abria.
Andei mais um pouco e achei o Schlecker (mini mercado-drogaria) e achei q pudesse ficar todo o tempo do mundo lá. Mas para o meu engano as mulheres lá queriam fechar o quanto antes, começaram a apagar as luzes e fechar o caixa logo que eu entrei. Lembro de ter visto na placa que ele fechava às 20h, não eram nem 19h e já estavam recolhendo tudo. Acabei pegando 2 biscoitos doces quaisqueres e fui embora. Fiquei menos de 10min no aquecimento, mas pelo menos valeu a pena. Eu precisava urgentemente de algum lugar quente.
Andei mais um pouco, procurando outro lugar e achei uma Pizzaria e Kebab. Estava aberto, um tanto movimentado e metade da clientela levava pra casa a comida. Achei o lugar perfeito pra ficar. Bem quentinho, tem comida, tem bebida. Só não sentei na mesa porque não queria demorar. Ia pedir o lanche pra viagem, pra ficar preparada caso chegasse perto a hora de ir embora.
O lugar era barato, comida bem servida e ambiente familiar. Perfeito né? Porque eu não parei antes aqui?
Primeiro, entrei na fila, mas logo desisti e fui ao banheiro, que nas últimas 2h era a prioridade, depois de me aquecer, claro. Eu já estava tento arrepios e pensava seriamente em fazer xixi na neve, de tão apertada que estava. Já estava até delirando e tendo pensamentos e ideias no melhor estilo Survivor, de como se aliviar, se aquecer e não morrer de fome. Ainda bem que não precisei recorrer a nenhum destes pensamentos e achei um banheiro, nem me lembro da situação dele, mas enfim, tinha vaso sanitário, descarga, pia, agi de forma civilizada, isso é o que interessa.
Aliviada, entrei novamente na fila para pedir comida zum Mitnehmen (pra levar pra viagem). Esperei 40min na fila. Quando faltavam 20min pra passar o trem eu comecei a ficar agoniada, que não chegava a minha vez. Mas finalmente chegou. E quando chegou a vez, chegou uma mulher, que eu já tinha visto antes de ir ao banheiro. Ela havia feito o pedido, mas esperava no carro. Voltou pra cobrar do cara e ele tinha feito só metade das coisas, o resto tinha esquecido e começou a fazer bem na minha vez, depois de eu ja ter pedido kebab. Contei até 3 e fui embora correndo, com medo de perder o trem, porque se perdesse, só passaria dali mais 2h. Então era melhor correr mesmo, porque eu preferia ficar com fome a passar mais frio na rua.
Chegando na estação, ou melhor descrevendo, plataforma, não tinha ninguém lá. Esperei mais uns 10min e começaram a aparecer pessoas. Ao todo foram 4 pessoas a pegar o trem comigo. Tava bombando de gente. Tinha mais gente reunida lá do que tudo o que eu vi de pessoas na rua o tempo todo no frio.
Foi chegando o horário do trem e nada. Fiquei procurando alto-falantes, mas ali não tinha. Não tinha nada pra avisar sobre atraso de trem, não tinha ninguém pra informar nada, nem tinha letreiro essa estação. Mas depois de 25min de atraso, ele chegou. E eu não via a hora de sentar e me sentir quente. Mas não senti. Estava com frio, apesar da blusa de manga comprida, moleton, malha, malha de lã, casaco de lã, gorro, luvas, 2 calças. Não tirei uma peça sequer. Ainda sentia frio, não tanto, mas não sentia calor, como estava esperando. Quase dormir de cansaço. Dei umas piscadelas e quando estava chegando na estação de Villingen, não sabia o que sentir: se era alegria de estar em casa, ou desespero de ter que andar mais 20min na neve.
Parei 20segundos dentro da estação (na parte realmente quente, não na plataforma) e saí. E Villingen não estava assim tão fria como Deisslingen. Então foi só alegria saber que estava perto de casa.
Bem, eu comprei a Sizzix (maquininha para fazer insumos de scrapbooking e costura) em 18 de novembro e o negócio não chegou até hj, tá complicado. Primeiro que demoraram pra enviar, pq o produto ficou em falta (entrou na promoção e o negócio vendeu que nem água), segundo que chegou aqui 1 semana antes do natal, 1 dia antes de quando iria viajar a Portugal para passar o Natal.
Passado o Natal, voltei pra casa, peguei a notinha do correio e fui em busca do meu pacote. Mas advinha, não estava no correio da cidade, foi parar em outra cidade, a uns kilômetros daqui, peguei trem, andei mto mto mto e não achei o lugar. A cidade era cheia de ladeiras, muita neve, muito frio. Na verdade o centro da cidade era a 30min à pé da estação de trem, então andei um tanto até chegar ao centro. Vi algumas placas indicando alguns nomes que eu pensei ser distritos industriais, ou bairros, ou qualquer coisa do tipo. Coloquei no Google maps pra saber onde ficavam esses lugares, apontava quase 4km a pé por uma estrada mão dupla, sem calçada, nem acostamento e muita neve pelos cantos, ou seja, um caminho perigoso pra se ir a pé. Mas não havia ônibus pra lá, então pensei que fosse o endereço errado e não fui. Também já estava ficando tarde, lá pelas 17h ia escurecendo. Sabia que estaria fechado quando chegasse lá, até andar tudo aquilo, mas queria chegar mesmo assim, só pra saber como chegava, pra ir no dia seguinte sem ficar procurando muito.
Tentei ir um pouco, mas não deu. Coloquei novamente no GPS e ele me deu outra localização, pesquisei na internet e deu outra localização, no Google maps outra localização. No total tinha por enquanto 3 localizações diferentes, em todas eu tinha que andar de 3,5km a 12km (partindo da Bahnhof - estação de trem mais próxima).
Desisti e voltei pra estação que trem, que por sinal, era só uma plataforma no meio do nada e quando faltavam 5m pra chegar, passou o meu trem, o trem de volta pra casa. Olhei na tabela de horários, o próximo trem passa só daqui a 2h. Dali em diante, só de 2h em 2h. Ô cidade pequena. detesto cidade pequena, não tem muitos horários de transporte público. Olhei para o relógio: 18h05. Liguei para o Rudi avisando que iria pegar o próximo trem só às 20h, por falta de opção.
Fiquei os primeiros 40min lá parada, no frio, no sereno. Até tinha uma cabine de metal, que ajudava pouco e era escura. A única coisa que iluminava ali dentro era a máquina de comprar bilhetes de trem, que supostamente deveria funcionar, mas não funcionava.
Eu estava congelando de frio, tinha levado um suco de caixinha na mochila, caso passasse muito tempo fora de casa e realmente estava com sede. O suco estava muito gelado (temperatura ambiente -10 graus). Parecia que eu tomava algo da geladeira. Quase não consegui beber, até doía descer algo tão gelado, mas bebi tudo, 500ml de suco com chá de frutas vermelhas, que havia comprado no supermercado dias antes e estava aguada para experimentar. Pelo menos era bom.
A fome começou a bater, mas não tinha nada pra comer. Na verdade o frio imperava, então nem me incomodava tanto a fome. Não que eu percebesse, mas fui ficando cada vez mais mau humorada. Mas mau humor não mata ninguém. Frio sim.
Como tinha tempo de sobra, pensei em ficar em algum café, restaurante, ou coisa que o valha. Mas quem disse que tinha algo perto? O restaurante mais próximo era a 17min cronometrados da estação e estava fechado. Só abria em determinados dias da semana e infelizmente aquele não era um dia que abria.
Andei mais um pouco e achei o Schlecker (mini mercado-drogaria) e achei q pudesse ficar todo o tempo do mundo lá. Mas para o meu engano as mulheres lá queriam fechar o quanto antes, começaram a apagar as luzes e fechar o caixa logo que eu entrei. Lembro de ter visto na placa que ele fechava às 20h, não eram nem 19h e já estavam recolhendo tudo. Acabei pegando 2 biscoitos doces quaisqueres e fui embora. Fiquei menos de 10min no aquecimento, mas pelo menos valeu a pena. Eu precisava urgentemente de algum lugar quente.
Andei mais um pouco, procurando outro lugar e achei uma Pizzaria e Kebab. Estava aberto, um tanto movimentado e metade da clientela levava pra casa a comida. Achei o lugar perfeito pra ficar. Bem quentinho, tem comida, tem bebida. Só não sentei na mesa porque não queria demorar. Ia pedir o lanche pra viagem, pra ficar preparada caso chegasse perto a hora de ir embora.
O lugar era barato, comida bem servida e ambiente familiar. Perfeito né? Porque eu não parei antes aqui?
Primeiro, entrei na fila, mas logo desisti e fui ao banheiro, que nas últimas 2h era a prioridade, depois de me aquecer, claro. Eu já estava tento arrepios e pensava seriamente em fazer xixi na neve, de tão apertada que estava. Já estava até delirando e tendo pensamentos e ideias no melhor estilo Survivor, de como se aliviar, se aquecer e não morrer de fome. Ainda bem que não precisei recorrer a nenhum destes pensamentos e achei um banheiro, nem me lembro da situação dele, mas enfim, tinha vaso sanitário, descarga, pia, agi de forma civilizada, isso é o que interessa.
Aliviada, entrei novamente na fila para pedir comida zum Mitnehmen (pra levar pra viagem). Esperei 40min na fila. Quando faltavam 20min pra passar o trem eu comecei a ficar agoniada, que não chegava a minha vez. Mas finalmente chegou. E quando chegou a vez, chegou uma mulher, que eu já tinha visto antes de ir ao banheiro. Ela havia feito o pedido, mas esperava no carro. Voltou pra cobrar do cara e ele tinha feito só metade das coisas, o resto tinha esquecido e começou a fazer bem na minha vez, depois de eu ja ter pedido kebab. Contei até 3 e fui embora correndo, com medo de perder o trem, porque se perdesse, só passaria dali mais 2h. Então era melhor correr mesmo, porque eu preferia ficar com fome a passar mais frio na rua.
Chegando na estação, ou melhor descrevendo, plataforma, não tinha ninguém lá. Esperei mais uns 10min e começaram a aparecer pessoas. Ao todo foram 4 pessoas a pegar o trem comigo. Tava bombando de gente. Tinha mais gente reunida lá do que tudo o que eu vi de pessoas na rua o tempo todo no frio.
Foi chegando o horário do trem e nada. Fiquei procurando alto-falantes, mas ali não tinha. Não tinha nada pra avisar sobre atraso de trem, não tinha ninguém pra informar nada, nem tinha letreiro essa estação. Mas depois de 25min de atraso, ele chegou. E eu não via a hora de sentar e me sentir quente. Mas não senti. Estava com frio, apesar da blusa de manga comprida, moleton, malha, malha de lã, casaco de lã, gorro, luvas, 2 calças. Não tirei uma peça sequer. Ainda sentia frio, não tanto, mas não sentia calor, como estava esperando. Quase dormir de cansaço. Dei umas piscadelas e quando estava chegando na estação de Villingen, não sabia o que sentir: se era alegria de estar em casa, ou desespero de ter que andar mais 20min na neve.
Parei 20segundos dentro da estação (na parte realmente quente, não na plataforma) e saí. E Villingen não estava assim tão fria como Deisslingen. Então foi só alegria saber que estava perto de casa.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Primeiros 15 dias na Alemanha
Enfim, meus primeiros 15 dias na Alemanha
- Experimentei comidas boas e ruins, a graaande maioria mto boa;
- Aproximadamente 1,5kg a mais no meu bacon abdominal;
- Caminho todos os dias, pelo menos pra comprar comida;
- Compramos cama, estrado, colchão (sim, listei tudo separado, porque aqui se compra tudo separado!), máquina de lavar e celular;
- Um alagamento na lavanderia na primeira lavagem de roupas;
- Uma vizinha veio reclamar de alguma coisa com água (seria o alagamento?);
- Pia da cozinha entupida;
- Piscina 1x por semana;
- Desentupi o ralo do box do banheiro;
- Experimentei o verdadeiro Bolo Floresta negra e é mto bom;
- Frio todos os dias, e ainda estamos no outono!
- Experimentei comidas boas e ruins, a graaande maioria mto boa;
- Aproximadamente 1,5kg a mais no meu bacon abdominal;
- Caminho todos os dias, pelo menos pra comprar comida;
- Compramos cama, estrado, colchão (sim, listei tudo separado, porque aqui se compra tudo separado!), máquina de lavar e celular;
- Um alagamento na lavanderia na primeira lavagem de roupas;
- Uma vizinha veio reclamar de alguma coisa com água (seria o alagamento?);
- Pia da cozinha entupida;
- Piscina 1x por semana;
- Desentupi o ralo do box do banheiro;
- Experimentei o verdadeiro Bolo Floresta negra e é mto bom;
- Frio todos os dias, e ainda estamos no outono!
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Pela primeira vez, sozinha.
Yeahh, ou melhor, jaaa!!
Primeira vez andando sozinha na rua, sem ajuda do Rudi, sem intérprete ao lado...
Lembre-se: nunca atravessar a rua com o sinal fechado para pedrestes, mesmo que não passe carro, Hallo para cumprimentar, danke schön é obrigada, bitte schöen é de nada, bitte é por favor. O que mais eu precisava lembrar?
Andando pelas ruas sozinha, bem com cara de turista, olhando pra todos os lados, inclusive pro céu e pro chão, pra observar cada detalhe, cada universo novo que se abria pela minha frente.
A cidade é linda, muito bem conservada, limpa e com pessoas bonitas na rua. As construções foram o que mais me chamaram atenção, até porque eu tenho uma quedinha por arquitetura, mas só por hobby heheheh
As construções são antigas e a igreja é lindíssima. Ainda não tive a oportunidade de entrar para conhecer, mas um dia fazê-lo-ei com muito prazer e espero que com a câmera na mão (sim, porque de 15 oportunidades que eu tive de conhecer um lugar bonito e novo, eu estava sem a câmera em 13 vezes e nas 2 vezes eu estava sem bateria) - e bateria.
Minha primeira tarefa era comprar comida para fazer almoço. Tarefa simples, né? O mercado fica à poucos metros de casa, cerca de 7 minutos à pé (no meu caminhar, o Rudi faz em menos tempo!).
Não foi difícil identificar o mercado, o Rudi já tinha mostrado onde ficava, eu fiz um mantra do caminho e realmente não teve erro "atravesso o primeiro sinal, viro à esquerda do Raben (restaurante). Pra voltar pra casa, entrar na rua do Raben".
Chegando no mercado, eu já fiquei perdida de como se entrava nele, afinal sempre achei que mercados fossem lugares públicos, que você não precisasse pagar pra entrar. Mas eis que dou de cara com uma catraca e um lugar que eu já havia visto no metrô em SP, uma barra com barreiras penduradas. WTF? Olhei pra um lado, só tinha uns carrinhos de compras, olhei para o outro, tinham 4 caixas de pagamento e mais nenhuma entrada livre. O jeito é escolher uma das entradas e passar. Mas até ver alguém passando pela entrada já tinham passado alguns minutos. Catraca ou barreira? Ah, uma mulher passou pela catraca, vou passar por ali no vácuo dela :P
Nota: só depois de alguns dias fazendo compras que eu entendi como se pegava o carrinho de compras e como se passava pelas 2 entradas.
A catraca é para passar o corpo, a barreira é para passar o carrinho de compras.
Você precisa colocar 1 euro para liberar o carrinho de compras e utilizá-lo. Quando terminar de usar, precisa colocá-lo no lugar para receber sua moeda de volta.
Senti-me a pessoa mais desatualizada do mundo por não saber como funcionava esse sistema! No Brasil nunca tivemos nada parecido. Estamos acostumados a largar o carrinho de compras em qualquer lugar :(
Enfim, fui escolher umas comidinhas e não foi tão fácil quando eu imaginava. Demorei 2,5 anos pra ler cada rótulo e advinhar o que estava escrito. Tentei não cair na tentação de olhar a fotinho da embalagem, com medo de me ludibriar quanto ao conteúdo. No final, eu demorei quase 2h para comprar 5 itens!
Ficar na fila foi outra aventura. Tinha uma mulher na minha frente que estava com muito mais compras que eu e ela me deu a frente dela. Depois ela saiu da fila porque esqueceu de pegar algo. Aí chegou outra mulher com pouca compra, de início parecia menos do que eu tinha nos braços, mas fiquei na minha.
O caixa estava demorando e a fila só crescia. Comecei a ouvir uns hallo, hallo, hallo e eu nem aí pra nada. Quando olhei pra um lado e pro outro, não vi ninguém além de mim e aí então comecei a achar que estavam falando comigo. Como eu não sei falar alemão, ou melhor, entender o que eles falam e responder heheh, fiquei alerta. O povo começou a bufar e eu comecei a entender a situação.
Acho que eles queriam que eu tivesse dado a vez para a mulher que estava atrás de mim. Eu fiquei um pouco constrangida, não conheço a cultura do pais, então me senti a maior sem educação.
E na hora de pagar eu não entendi o valor que a mulher falou, saquei uma nota de valor alto e seja o que Deus quiser. Tomara que ela seja honesta e me dê o troco certo.
A moça fala danke schön. E eu respondo o quê? O que era mesmo que eu não poderia esquecer de falar? Fiquei nervosa.
Na hora de empacotar as coisas que acabei atrapalhando a mulher na hora de colocar na sacola, porque as minhas coisas se acumularam junto às dela. Fiquei mais nervosa. Enfiei tudo de qualquer jeito e saí, sem um tschüs. Puta falta de educação.
:(
Primeira vez andando sozinha na rua, sem ajuda do Rudi, sem intérprete ao lado...
Lembre-se: nunca atravessar a rua com o sinal fechado para pedrestes, mesmo que não passe carro, Hallo para cumprimentar, danke schön é obrigada, bitte schöen é de nada, bitte é por favor. O que mais eu precisava lembrar?
Andando pelas ruas sozinha, bem com cara de turista, olhando pra todos os lados, inclusive pro céu e pro chão, pra observar cada detalhe, cada universo novo que se abria pela minha frente.
A cidade é linda, muito bem conservada, limpa e com pessoas bonitas na rua. As construções foram o que mais me chamaram atenção, até porque eu tenho uma quedinha por arquitetura, mas só por hobby heheheh
As construções são antigas e a igreja é lindíssima. Ainda não tive a oportunidade de entrar para conhecer, mas um dia fazê-lo-ei com muito prazer e espero que com a câmera na mão (sim, porque de 15 oportunidades que eu tive de conhecer um lugar bonito e novo, eu estava sem a câmera em 13 vezes e nas 2 vezes eu estava sem bateria) - e bateria.
Minha primeira tarefa era comprar comida para fazer almoço. Tarefa simples, né? O mercado fica à poucos metros de casa, cerca de 7 minutos à pé (no meu caminhar, o Rudi faz em menos tempo!).
Não foi difícil identificar o mercado, o Rudi já tinha mostrado onde ficava, eu fiz um mantra do caminho e realmente não teve erro "atravesso o primeiro sinal, viro à esquerda do Raben (restaurante). Pra voltar pra casa, entrar na rua do Raben".
Chegando no mercado, eu já fiquei perdida de como se entrava nele, afinal sempre achei que mercados fossem lugares públicos, que você não precisasse pagar pra entrar. Mas eis que dou de cara com uma catraca e um lugar que eu já havia visto no metrô em SP, uma barra com barreiras penduradas. WTF? Olhei pra um lado, só tinha uns carrinhos de compras, olhei para o outro, tinham 4 caixas de pagamento e mais nenhuma entrada livre. O jeito é escolher uma das entradas e passar. Mas até ver alguém passando pela entrada já tinham passado alguns minutos. Catraca ou barreira? Ah, uma mulher passou pela catraca, vou passar por ali no vácuo dela :P
Nota: só depois de alguns dias fazendo compras que eu entendi como se pegava o carrinho de compras e como se passava pelas 2 entradas.
A catraca é para passar o corpo, a barreira é para passar o carrinho de compras.
Você precisa colocar 1 euro para liberar o carrinho de compras e utilizá-lo. Quando terminar de usar, precisa colocá-lo no lugar para receber sua moeda de volta.
Senti-me a pessoa mais desatualizada do mundo por não saber como funcionava esse sistema! No Brasil nunca tivemos nada parecido. Estamos acostumados a largar o carrinho de compras em qualquer lugar :(
Enfim, fui escolher umas comidinhas e não foi tão fácil quando eu imaginava. Demorei 2,5 anos pra ler cada rótulo e advinhar o que estava escrito. Tentei não cair na tentação de olhar a fotinho da embalagem, com medo de me ludibriar quanto ao conteúdo. No final, eu demorei quase 2h para comprar 5 itens!
Ficar na fila foi outra aventura. Tinha uma mulher na minha frente que estava com muito mais compras que eu e ela me deu a frente dela. Depois ela saiu da fila porque esqueceu de pegar algo. Aí chegou outra mulher com pouca compra, de início parecia menos do que eu tinha nos braços, mas fiquei na minha.
O caixa estava demorando e a fila só crescia. Comecei a ouvir uns hallo, hallo, hallo e eu nem aí pra nada. Quando olhei pra um lado e pro outro, não vi ninguém além de mim e aí então comecei a achar que estavam falando comigo. Como eu não sei falar alemão, ou melhor, entender o que eles falam e responder heheh, fiquei alerta. O povo começou a bufar e eu comecei a entender a situação.
Acho que eles queriam que eu tivesse dado a vez para a mulher que estava atrás de mim. Eu fiquei um pouco constrangida, não conheço a cultura do pais, então me senti a maior sem educação.
E na hora de pagar eu não entendi o valor que a mulher falou, saquei uma nota de valor alto e seja o que Deus quiser. Tomara que ela seja honesta e me dê o troco certo.
A moça fala danke schön. E eu respondo o quê? O que era mesmo que eu não poderia esquecer de falar? Fiquei nervosa.
Na hora de empacotar as coisas que acabei atrapalhando a mulher na hora de colocar na sacola, porque as minhas coisas se acumularam junto às dela. Fiquei mais nervosa. Enfiei tudo de qualquer jeito e saí, sem um tschüs. Puta falta de educação.
:(
As primeiras 24h.
Oi gente,
Esse primeiro post é o e-mail que eu enviei pra várias pessoas que queriam saber como tinha sido a minha viagem, se eu cheguei bem, enfim. Só que o e-mail ficou tão grande, que acabou virando história ;)
Pra ficar mais fácil das pessoas saberem como eu estou, postarei aqui no Blog as aventuras que passo na Alemanha (e todos os outros lugares que eu for!).
-------------------
Queria avisar a todos que cheguei bem na Alemanha e que apesar de ter medo de andar de avião, a viagem foi tranqüila, eu me pendurei na comissária de bordo e na pessoa ao lado... to brincando ;) A viagem foi realmente boa, eu fiquei mais nervosa antes de embarcar do que durante o voo.
Desembarquei em Frankfurt, peguei fila para passar pela imigração, o voo atrasou +- umas 2h (tempo ruim, greve dos controladores de voo na França, mudança de rota, fiquei taxiando em Frankfurt). Finalmente no aeroporto em Frankfurt: fila na imigração por quase 1h. Conclusão: era pra eu ter chego às 14h30 (hora em Frankfurt) e eu apareci só depois das 17h.
Todos os brasileiros estavam se juntando lá no gate de desembarque pra ter notícias, o Rudi tava pálido. Ng tinha notícia de nada, eu mal dei oi pro Rudi e tive q responder um monte de pergunta das pessoas "sim, tem mta gente lá dentro, tem mto BRASILEIRO na fila da imigração ainda, tá demorado mesmo, tá tudo bem, o voo atrasou e a gente pegou fila, só isso".
O meu voo ja tinha aparecido no placar como atrasado, em pouso, confirmado e ja tinha desaparecido do placar. E nada das pessoas aparecerem. E horas depois algumas pessoas aparecem. Deve ter sido angustiante mesmo pras pessoas que estavam esperando.
O Rudi ja tinha ligado para o Brasil, pra saber se alguém tinha notícias minhas, a galera só ficou mais preocupada. Eu mal tinha abraçado o Rudi ainda e tive que telefonar pra família pra avisar q tava bem.
Mas enfim, depois da correria toda ainda tinha que viajar pra casa. Mas antes, uma pausa pro almoço às 17h30 :P No Mc Donald´s (parecia a melhor opção, entre os 4 restaurantes disponíveis - Comida thailandesa, fast fod alemão de salsicha, comida chinesa e Mc).
Gentemmm, o Mc era a coisa mais linda, nem parecia Mc, parecia um restaurante super moderno, com mesas, cadeiras, pufes, sofás, lounge em cores e formatos super diferentes. Comi um sanduíche eu nao conhecia (H Royal Cheesburguer). Era bem gostoso :)
Depois a gente foi pra estação de trem. O próximo horário sairia dali 1h. A viagem teria o percurso de 3h, sem contar o tempo de parada. E tínhamos ainda 2 baldeações. O tempo de espera de uma baldeação era de 40min a 1h.
Depois de chegar até a cidade, eu não vi ônibus, nem taxi. Fomos à pé pra casa, empurrando apenas 64kg de malas grandes, 5kg de mochila, 6kg de livros, 4kg de bolsa pessoal e um guarda-chuva grande.
A hora que eu finalmente pisei em casa eram 23h15. Largamos a mala no meio da sala, e saímos para jantar.
Como aqui é uma cidade pequena, a maioria dos lugares estavam fechados, pois era mto tarde.
Fomos ao kebap onde o Rudi sempre come e ainda bem que estava aberto.
Minha janta foi churrasco grego (ou turco?). Enfim, não sei bem qual a origem do prato, mas eu sei que era bom. No Brasil nunca tinha comido nada parecido, até pq não tinha coragem, mas este estava delicioso e com certeza comerei mtas vezes HAHAHHAHAhA
Depois dessa janta leve e light, fui pra casa, dormi como uma pedra e acordei no dia seguinte faminta :P
Enfim, isso foram apenas as minhas primeiras 24h de aventura rumo à Alemanha.
Bora pras outras!!!
Beijos!!
Esse primeiro post é o e-mail que eu enviei pra várias pessoas que queriam saber como tinha sido a minha viagem, se eu cheguei bem, enfim. Só que o e-mail ficou tão grande, que acabou virando história ;)
Pra ficar mais fácil das pessoas saberem como eu estou, postarei aqui no Blog as aventuras que passo na Alemanha (e todos os outros lugares que eu for!).
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Queria avisar a todos que cheguei bem na Alemanha e que apesar de ter medo de andar de avião, a viagem foi tranqüila, eu me pendurei na comissária de bordo e na pessoa ao lado... to brincando ;) A viagem foi realmente boa, eu fiquei mais nervosa antes de embarcar do que durante o voo.
Desembarquei em Frankfurt, peguei fila para passar pela imigração, o voo atrasou +- umas 2h (tempo ruim, greve dos controladores de voo na França, mudança de rota, fiquei taxiando em Frankfurt). Finalmente no aeroporto em Frankfurt: fila na imigração por quase 1h. Conclusão: era pra eu ter chego às 14h30 (hora em Frankfurt) e eu apareci só depois das 17h.
Todos os brasileiros estavam se juntando lá no gate de desembarque pra ter notícias, o Rudi tava pálido. Ng tinha notícia de nada, eu mal dei oi pro Rudi e tive q responder um monte de pergunta das pessoas "sim, tem mta gente lá dentro, tem mto BRASILEIRO na fila da imigração ainda, tá demorado mesmo, tá tudo bem, o voo atrasou e a gente pegou fila, só isso".
O meu voo ja tinha aparecido no placar como atrasado, em pouso, confirmado e ja tinha desaparecido do placar. E nada das pessoas aparecerem. E horas depois algumas pessoas aparecem. Deve ter sido angustiante mesmo pras pessoas que estavam esperando.
O Rudi ja tinha ligado para o Brasil, pra saber se alguém tinha notícias minhas, a galera só ficou mais preocupada. Eu mal tinha abraçado o Rudi ainda e tive que telefonar pra família pra avisar q tava bem.
Mas enfim, depois da correria toda ainda tinha que viajar pra casa. Mas antes, uma pausa pro almoço às 17h30 :P No Mc Donald´s (parecia a melhor opção, entre os 4 restaurantes disponíveis - Comida thailandesa, fast fod alemão de salsicha, comida chinesa e Mc).
Gentemmm, o Mc era a coisa mais linda, nem parecia Mc, parecia um restaurante super moderno, com mesas, cadeiras, pufes, sofás, lounge em cores e formatos super diferentes. Comi um sanduíche eu nao conhecia (H Royal Cheesburguer). Era bem gostoso :)
Depois a gente foi pra estação de trem. O próximo horário sairia dali 1h. A viagem teria o percurso de 3h, sem contar o tempo de parada. E tínhamos ainda 2 baldeações. O tempo de espera de uma baldeação era de 40min a 1h.
Depois de chegar até a cidade, eu não vi ônibus, nem taxi. Fomos à pé pra casa, empurrando apenas 64kg de malas grandes, 5kg de mochila, 6kg de livros, 4kg de bolsa pessoal e um guarda-chuva grande.
A hora que eu finalmente pisei em casa eram 23h15. Largamos a mala no meio da sala, e saímos para jantar.
Como aqui é uma cidade pequena, a maioria dos lugares estavam fechados, pois era mto tarde.
Fomos ao kebap onde o Rudi sempre come e ainda bem que estava aberto.
Minha janta foi churrasco grego (ou turco?). Enfim, não sei bem qual a origem do prato, mas eu sei que era bom. No Brasil nunca tinha comido nada parecido, até pq não tinha coragem, mas este estava delicioso e com certeza comerei mtas vezes HAHAHHAHAhA
Depois dessa janta leve e light, fui pra casa, dormi como uma pedra e acordei no dia seguinte faminta :P
Enfim, isso foram apenas as minhas primeiras 24h de aventura rumo à Alemanha.
Bora pras outras!!!
Beijos!!
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